sábado, 5 de setembro de 2015
Abrindo livros antigos...
Quando a gente resolve abrir livros antigos e empoeirados, corre o risco de se deparar com coisas muito significativas...Sim , eu tenho esse hábito, voltar a ler livros que li há 13 anos atrás...
Como eu costumo grifar meus livros, eu consigo assim ,enxergar o q eu estava passando e o q estava sentindo naquela época, e o melhor, ver q hj talvez eu não grifasse.
Às vezes da vontade de rir ,nossa, eu passei por isso mesmo? Eu chorei por isso?
Outras, da vontade de chorar, tamanha a frustração de ainda viver a mesma coisa...
Porque a vida é assim , existe um crescimento, um amadurecimento, mas algumas coisas permanecem dentro de nós engaioladas...
Enfim ,hj encontrei um bilhete tão doce da minha prima, na época eu estava grávida e ela também, e no bilhete ela diz como eu devia estar me sentindo ,porque ela era capaz de compreender já que passava pela mesma situação, pela mesma bênção...
Hoje sem medo algum de julgamento,posso dizer que sim , sentia alegria e expectativa... Mas meu maior sentimento era de MEDO!
Ah...como eu estava com medo... Nada era certo na minha vida naquele momento, apenas que eu precisaria ser forte...
Na época ,guardava um segredo comigo que me corroía dia a dia, um segredo de traição, de falta de respeito, de ingratidão dentro da minha própria família e vindo de uma pessoa que para mim até então ,era o meu maior herói...
Quanta decepção...
Eu pensava ,Senhor , não deixa que esses sentimentos façam mal ao meu bebê, por favor Senhor, preserva ele dessas minhas angústias e aflições, e eu conversava com ele, colocava música para acalmá-lo, quando na verdade eu queria que alguém estivesse fazendo isso por mim...
Hoje não consigo acreditar que passei por tudo aquilo...Mas Deus nos carrega no colo!
Além disso haviam outras coisas ,nada agradáveis acontecendo, e eu sentia medo!
Dessa vez eu não posso rir,mas também não vejo motivo para chorar...
Meu filho, hoje com 13 anos, é um pequeno grande homem, o meu grande amor, saudável, doce, amoroso, e aborrescente, deu para entender,né? (Ô fase)
Quanto ao resto, sobrevivemos, ficaram algumas sequelas , que Deus vem trabalhando diariamente...
Mas meu maior sentimento é de gratidão!
Essa minha prima ,está prestes a se tornar avó , seu primogênito vai ser pai...Não, eu não sei como ela se sente , mas deve ser alegria e expectativa dupla...
Ah! O outro papelzinho deve ser algo que recortei de alguma revista e que na época tocou meu coração de alguma forma...
Viva as nossas memórias, as nossas histórias...
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Resolvi voltar a escrever...
RESOLVI VOLTAR A ESCREVER...
Eu aprendi que é preciso sonhar para onde se quer ir, mesmo que nunca se chegue lá. Porque viver é sonhar, tão somente. Realizar é apenas uma parte muito pequena, a cereja do sundae. E a verdade é que, se um dia você chegar lá, verá que não era como você imaginava. O sonho sempre é melhor do que a realidade. Mas que tudo vale a pena sempre, desde o sonho até a desilusão, frustração ou mesmo a não realização, porque são essas armas que criamos a partir disso, que nos ensinam a sempre crer e continuar sonhando
Aprendi que segurança é algo que não existe. E que nada é para sempre. O que se deve fazer é aproveitar cada momento que é, porque lhe houve a benção de ser. E aprendi que por mais que eu tente não magoar os outros, acabo por vezes magoando. Deveria os atos ser julgados por suas intenções?
Aprendi que tenho uma capacidade impressionante de não me arrepender. Não que não faça besteiras dignas de arrependimento. Mas sempre me defendo bem da minha própria autocrítica e acabo por me convencer de que minha atitude era o melhor que eu poderia fazer, afinal. Mas, resta sempre a pulga atrás da orelha: o melhor de mim é bom o bastante? Aprendi que não adianta insistir: amigos mesmo são poucos. Aqueles que você ama e tem no seu coração para sempre, não precisa de outros. Aprendi que família é a maior benção de Deus, e que sem ela não somos nada e com ela nos sentimos a pessoa mais feliz do mundo, mesmo que o mundo esteja caindo. Eles que me fazem lembrar quem eu sou e com um simples olhar de carinho me dar o suporte que preciso para levantar e seguir adiante. Aprendi que de repente você perde a pessoa que mais ama nesse mundo. E é assim que acontece, e não só uma vez, mas várias, desde alguém da família, um amigo, ou um amor... É preciso aprender a sobreviver. Aprendi que tudo passa com o tempo. E aprendi há deixar o tempo passar. Isso requer certa prática, é verdade, mas sempre é tempo. Aprendi que ser amado é importante, mas que amar é essencial. E que não importa quem você ama, senão apenas o fato de que você o ama. Aprendi que não importam meus defeitos, eu sempre serei especial aos olhos de alguém. E que apesar de ter o coração partido, é preciso continuar correndo o risco.
Aprendi que fui criada para ser feliz e para amar, independente de algum retorno, e é desse jeito que continuo. Porque a estrada é longa e o caminho sou eu quem faz: agora vejo apenas cada passo, mas sei que construo o que me vem além, muito além do que posso ver. Que Deus está no controle de tudo, que não cai uma folha de uma árvore sem que ele queira, então de que adianta espernear???
Logo voltarei a escrever, estou apenas aguardando o domínio ser liberado, quem quiser ler as minhas loucuras... Já adiantando, que sou uma mulher instável, horas bem, horas mal, horas de TPM, horas o ser mais feliz da terra, provavelmente irei escrever sobre meu caminhar com Deus, e eu sei que existem aqueles que não curtem, sintam-se a vontade... Para isso foi criado o livre arbítrio! Vocês encontrarão erros, de português, de atitude, de pensamento, de cronologia, mas eu amo escrever, e é disso que preciso nesse momento...
Luciana C.
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